DADOS HISTÓRICOS

 

Segundo os historiadores, os índios Caetés foram os primeiros a habitar esta região. Falavam a língua tupi e adoravam um deus chamado tupã. Cultuavam todos os seus costumes indígenas como: religião , pesca, caça alimentação e curas. Eram índios extremamente violentos, com hábitos de canibalismo, onde devoravam e comiam carne humana.

Esses índios que aqui habitavam contrabandeavam o Pau Brasil junto aos franceses, os quais enviavam para toda Europa, através do Porto denominado de Porto do Frances. Esta atividade deixava a corte Portuguesa incomodada, que por este motivo resolveu acabar com este trafico combatendo veementemente os franceses e os índios caetés, por toda a costa litorânea através do seu donatário Duarte Coelho Pereira.

 

Fatos relatados na historia do Brasil dão conta que em 1556, esses índios prenderam e devoraram parte de uma tripulação da Caravela N. S. da Ajuda, que saiu da Bahia com destino a Olinda, naufragando na costa litorânea da foz do rio Coruripe. Naquela ocasião cerca de 100 pessoas encontrava-se abordo da Caravela, entre elas , estava o Bispo D. Pero Fernandes Sardinha. Desta chacina sobraram apenas dois índios e um português, os quais falavam a língua tupi. Isso gerou uma fúria  enorme a Coroa Portuguesa, que logo tratou de combater rigorosamente os índios, chegando quase a dizimar os mesmos, através do Sr Jerônimo de Albuquerque que viria mais tarde instalar a povoação da Vila  de Santa Madalena.

POVOAÇÃO

Após a descoberta do Brasil, a Coroa Portuguesa recebia da sua mais nova colônia, noticias relatando as riquezas existentes. Era uma terra farta em especiarias em geral, sementes, ervas medicinais, animais e também o famoso Pau Brasil, que por sua grande utilidade despertou grande interesse a outros povos como Franceses, Espanhóis e Alemães.

Aqui neste município, os franceses aportavam em um porto, o qual recebeu o nome de Porto do Francês de onde embarcavam todos os produtos contrabandeados com ajuda dos índios, inclusive a madeira do Pau Brasil com destino a toda Europa.

 Essa ocupação e contrabando feitos pelos franceses começara a incomodar os Portugueses que logo trataram de combater não só os franceses, mas também os índios em toda a costa litorânea. Também foi decidido pela Corte que seria feito a divisão da colônia em capitanias Hereditárias, ficando a Capitania de Pernambuco entregue ao Donatário Duarte Coelho Pereira, que passou a comandar estas terras também pertencente  a sua capitania.

 Em 1554, Duarte Coelho viajando por todo o litoral, foi deixando alguns colonos para povoarem algumas localidades fundando a primeira base da civilização alagoana que foi a Vila Santo Antonio dos Quatros Rios (Atual cidade de Porto Calvo). Seguindo viagem, o donatário encontrou em nosso município o Porto do Francês e ali, entrando de mata adentro, encontrando assim a Lagoa Manguaba na desembocadura do rio Sumaúma, onde deixou alguns colonos que formariam a primitiva e futura Vila de Santa Madalena. Depois seguiu até o limite sul da capitania, deixando nesta localidade colonos que fundaram a Vila São Francisco e atual cidade de Penedo.

Assim se deu o inicio da civilização não só do nosso município, mas também da civilização alagoana.

Alguns historiadores relatam não saberem  exatamente o ano do inicio do povoamento da Vila Madalena. O que se sabe, ao certo, é que no dia 05 de agosto de 1591 foi designada por Pedro Homem de Castro, a Sesmaria de Madalena a Diogo de Melo e Castro com os seguintes limites: Cinco léguas do litoral da Pajuçara ao Porto do Frances, com sete léguas de frente a fundos para o sertão e mais quatro léguas da boca do rio Paraíba.

Em outubro de 1633, o Porto do Frances foi invadido pelos Alemães, onde foram saqueados alguns barcos, além de vários caixotes contendo açúcar. A Vila de Nossa Senhora da Conceição, que apesar de recém fundada apresentava uma estrutura predial bem avançada foi totalmente destruída e queimada.

A localidade onde hoje se denomina Taperagua, foi o local onde deu-se a fundação do nosso município. Parte de antigos moradores da Vila Sumaúma, fugindo das enchentes do rio sumaúma, do frio e do rigoroso inverno, encontraram ali um lugar aconchegante e seguro em relação aos ataques de inimigos por se tratar de uma localização mais alta. Escolheram então o alto da fortaleza em toda a sua extensão. Sendo assim, o Alcaide - mor resolveu a doá-la a Nossa Senhora da Conceição onde já existiam algumas casas em torno da primitiva igreja Matriz, criando assim o patrimônio de N. S. da Conceição, surgindo então o povoado do mesmo nome.

 

ELEVAÇÃO A VILA

A Vila Madalena Sumaúma foi criada por um prospero proprietário o qual recebeu do reino, a concessão da sesmaria. Diogo Soares da Cunha veio de Portugal e tratou logo da criação da referida vila. Voltando para Portugal, Diogo Soares da Cunha, deixou o seu procurador, o Capitão – mor Henrique de Carvalho, o qual tempos depois passou o comando ao então filho de Diogo Soares. O qual assumiu todo o patrimônio devido a morte do seu pai. Assumia assim Gabriel Soares da Cunha com o titulo de Alcaide –mor de Madalena.

Oficialmente a Vila de Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul, foi criada em 09 de Outubro de 1706, quando a pedido do Governador da capitania, Francisco Caetano de Moraes, foi instalada a Comarca de Alagoas, nesta vila, a qual passou a ser a sede desta referida comarca.

Em 1818, a Vila Madalena, já disputava com a Vila de Maceió, o desenvolvimento da região. Tanto, que em dezembro de 1818, o primeiro governador alagoano, desembarcou na Vila Maceió e só veio tomar posse um ano após a sua chegada no dia 22 de janeiro de 1819, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, passado apenas 5 dias nesta vila rumando depois para a Vila Maceió. Isso tudo devido a grupos de autoridades da Vila de Maceió que brigava pelo direito de ter a comarca na sede de sua Vila.

Depois de muitos conflitos entre grupos das duas Vilas pelo poder da sede da Capitania de Alagoas a vila das Alagoas foi elevada á categoria de cidade no dia 8 de março de 1823, funcionando também como sede da capital da província.

Teve como seu primeiro presidente Nuno Eugênio do Lossi e Sebliitz, nomeado em 02 de outubro de 1823. Após Nuno Eugenio assumiram os destinos desta cidade 9 presidentes, tendo como ultimo  Agostinho da Silva Neves  que assumiu a Província  em 18 de abril de 1838.

 Esse período foi um dos mais conturbados para a recém cidade, uma vez que o recém presidente tratou logo de transferir o cofre do tesouro para a Vila de Maceió, com o argumento de que a Vila oferecia mais vantagens para servir como Capital da província. Esse fato deixou bastante irritados todos os moradores da cidade a ponto dos seus filhos mais ilustres como José Tavares Bastos e o Major Mendes da Fonseca (pai do Marechal Deodoro)  se rebelarem contra a decisão tomada pelo presidente.

Movimentos e lutas pela conservação da sede da capitania, não faltaram, porem não foram suficientes para que no dia 9 de dezembro de 1839, Agostinho da Silva Neves, através de uma Resolução Legislativa transferia definitivamente a sede da capital para Maceió.

Elevação a município

 

No dia 9 de Novembro de 1939, através do decreto nº 2.550 do Governador Osman Loureiro, o nosso município recebe o nome de Marechal Deodoro, em homenagem ao seu mais ilustre filho o “Proclamador da Republica do Brasil”.

 

 

 

 

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